
Sérgio Godinho ao vivo na Praça do Comércio - Lisboa

Nos próximos dias 20 e 21 de Dezembro, pelas 21h30, o Grande Auditório da Culturgest põe em cena a ópera Outro Fim de António Pinho Vargas, com libreto de José Maria Vieira Mendes, numa co-produção do Teatro Nacional de S. Carlos e a Culturgest.
m como primeiro objectivo potenciar a ligação e divulgação da figura do compositor e intelectual português Fernando Lopes-Graça a Tomar. Tal objectivo fomenta, à partida, uma dupla vocação: Para a universalidade (música) e para a localidade (Tomar).
A actividade regular da Casa Memória Lopes-Graça deverá ainda constituir uma mais-valia para a crescente valoração e conhecimento da cidade de Tomar, através da afirmação e importância da cidade enquanto referência e terra natal do compositor, no imaginário nacional.
Com a Direcção de Nuno Sá, a Lisbon Film Orchestra apresenta no próximos dias 19 e 20 de Dezembro às 21h30 (sessão para crianças dia 20 às 11h), no Cinema S. Jorge, em Lisboa, as bandas sonoras de filmes intemporais como Super Homem ou Star Wars.
Este vídeo promocional deixa-nos, certamente, curiosos!
Depois, Aserbaijan Love Song da obra Folk Songs, num arranjo de Luciano Berio para Cathy Berberian, mas aqui interpretada por Salome Kammer.
Por último, Et incarnatus est da Missa em Dó menor de Mozart, pela soprano Barbara Bonney...
Espero que gostem das sugestões.
The Telephone
Comedy on the Bridge
A Academia Superior de Orquestra organiza nos próximos dias 4 e 5 de Novembro uma masterclass com o maestro e oboísta francês David Walter.
A Academia Metropolitana de Lisboa promove nos próximos dias 28 e 29 de Outubro, uma Masterclass com o fagotista italiano Carlo Colombo.Eis o programa:
Largo Duque do Cadaval
- Brass Ensemble - 12h/16h
- Orquestra de Sopros da OML Júnior - 14h
- Quarteto de Clarinetes de Lisboa - 19h
Largo do Carmo
- Os Pequenos Violinos da Metropolitana - 13h
- Coro Sinfónico Lisboa Cantat - 15h/17h
- Ensemble Barroco do Chiado - 18h
Largo de São Carlos
- Orquestra Sinfónica Juvenil - 13h/ 15h
- Orquestra Metropolitana de Lisboa - 17h
- Sinfonietta de Lisboa - 19h
Páteo Siza Vieira
- Recital de Piano - 12h
- Cobras e Son - 14h/ 19h
- Duo de Flauta e Piano - 16h
- Piano a 4 mãos - 16h
- Recital de Harpa - 18h
Ruínas do Carmo
- Gala de Ópera - 21h30
Orquestra Metropolitana de Lisboa
Astor Piazzolla - Verano Portenho
A Juventude Musical Portuguesa organiza mais um Festival Internacional de Órgão na cidade de Lisboa. Durante quase três semanas várias igrejas desta cidade (e arredores) recebem uma série de concertos e masterclasses.
14 de Setembro, 21h30, Igreja Matriz de Oeiras

O bailado está dividido em duas grandes partes: I. A adoração da Terra e II. O Sacrifício, sendo estas duas partes subdivididas. 

Daphnis et Chloé de Maurice Ravel foi encomendada por Diaghilev para os seus Ballets Russes em 1909, sendo estreada apenas três anos mais tarde no Théâtre du Châtelet, tendo Nijinska e Karsavina nos papéis principais. O carácter meticuloso do compositor chocou várias vezes com as concepções coreográficas de Fokine com quem trabalhou desde início, daí a demora em concluir este bailado de um só acto, dividido em três partes, que requer uma grande orquestra e um coro. A estreia a 8 de Junho de 1912 não obteve grande sucesso. Em parte devido à falta de ensaios, mas também pela estreia, dez dias antes, de L’áprès-mídi d’un Faune de Debussy com a sua chocante coreografia.
A vitória de Daphnis é unânime, deixando-o em êxtase. Entra, então, em cena Lycerion que o tenta atrair através da sua dança. Entretanto, sons de combate são ouvidos ao longe e entra um bando de piratas que perseguem as donzelas, acabando por raptar Chloé. Daphnis, sem poder salvar a sua amada, cai inanimado e as ninfas, na impossibilidade de o reanimar, chamam Pan.
O bailado termina com o primeiro cenário, aparecendo Daphnis e Chloé juntos de novo, comemorando com uma cena mímica onde são evocados Pan e Syrinx. A cena termina com um grande bailado onde todos se juntam.
Diaghilev tendo, então, sido estreado no dia 13 de Junho de 1911 no Teatro Chatelet sob a direcção de Pierre Monteux e com Vasval Nijinsky no papel principal. O libreto é de Benois e a coreografia de Fokine. Este ballet em 4 cenas (I. A feira de Shrovetide; II: O quarto de Petrushka; III. O quarto de Moor; IV. A feira de Shrovetide) foi adaptado em 1914 para uma suite orquestral e, em 1945, Stravinsky novamente refaz a sua orquestração.
Esta é a história de uma marioneta tradicional russa muito usada nas festividades Shrovetide e que, apesar de feita de palha, tem vida e capacidade para amar. O compositor contribui, desta forma, para a «criação da autenticidade na representação das festividades Shrovetide, sugerindo a introdução do mascarado tradicional russo, embora o seu conhecimento acerca dele certamente adviesse através da participação do seu pai em O
poder do amigo de Serov, no Teatro Mariinsky» (segundo Bartlett, in The Cambrige Companion to Stravinsky, 2003). A figura de Petrushka é recorrente desde muito cedo em teatros de carácter improvisatório, executados em feiras e no Carnaval na Rússia.
a sua flauta, o Mago dá vida às suas marionetas que executam uma vigorosa dança russa, para espanto dos presentes.
pelo Mouro que o consegue agarrar e, por fim, matar. O Mago é chamado para acalmar a multidão, mas apenas sacode o cadáver, lembrando, mais uma vez, que Petrushka não passava apenas de uma marioneta. Com o cair da noite, o espírito de Petrushka é avistado no cimo do telhado do pequeno teatro de marionetas assombrando o velho Mago.
É no início do Séc. XX que se começa a acentuar o interesse pela música folclórica, aparecendo grupos de pesquisa e recolha um pouco por todo do mundo em busca do “autêntico”. Esse material serve, então, de inspiração para muitos compositores e Stravinsky é exemplo disso. Para a composição deste bailado, o compositor contou com a ajuda da recolha feita pelos etnógrafos Yuly Melgunov e Evgeniya Lineva que levaram a cabo uma pesquisa muito mais rigorosa do que as feitas anteriormente, fazendo uso do fonógrafo (certamente a invenção do século para estes estudiosos) e transcrevendo performances de grupos. A publicação destas transcrições, entre 1904 e 1909 permitiram pela primeira vez o estudo da música folclórica russa e forneceram a Stravinsky uma inspiração preciosa para este bailado.